Façam com o vosso grupo...
ÓPTIMO para trabalhar o esquema corporal e passar momentos de grande diversão e descontração!
http://www.youtube.com/watch?v=RxhsUx5xWbs&feature=youtu.be
Criei este Blogue com o intuito de realizar um bloguefólio para a unidade curricular de Teorias do Currículo e Desenvolvimento Curricular, sobre a orientação do Prof. Carlos Jorge De Sá Pinto Correia, do Complemento de Formação Científica e Pedagógica de Educadores de Infância
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
O desenvolvimento da linguagem

A primeira palavra das crianças é sempre um momento muito ansiado e por vezes chega mais tarde que o esperadol Será normal ou um problema de desenvolvimento?
Cada criança tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento, pelo que não se deve comparar duas crianças, mesmo que sejam irmãos.
Os papás normalmente ficam ansiosos pela pronúncia da primeira palavra, pois esta é um sinal evidente do desenvolvimento da criança. Note-se que há crianças que começam a falar mais cedo que outras e, antes de estabelecer comparação entre duas crianças, é necessário primeiro compreender a diferença entre a fala e a linguagem.
A fala é mais restrita e consiste na expressão verbal da linguagem, a articulação de sons de modo a formar palavras. Enquanto a linguagem pode manifestar-se de diversas formas (gestual, corporal, com a expressão facial, com a fala, etc) com o intuito de compreender e ser compreendido.
Assim, percebemos que a linguagem vem primeiro, logo que o bebé manifesta satisfação ou insatisfação, sempre que ele chora ou "palra" para mostrar o que sente ou o que pretende.
Só por volta dos nove meses é que os bebés começam a articular diferentes sons usando-os na comunicação, posteriormente surgem as primeiras palavras "papá" "mamã" "dá", mesmo sem saberem o que significa repetem as palavras como uma nova descoberta.
Antes dos 12 meses, se estivermos atentos, conseguimos perceber se o bebé reage ao som, isto é, sevolta a cabeça na direcção do som/voz ou se não dá por ele. isto é importante na medida em que poderemos despistar problemas auditivos.
Entre os 12 e 15 meses o leque de palavras aumenta mais um pouco e o bebé passa a compreender algumas instruções simples como "pára". Aos 18 meses as crianças já têm um vocabulário composto por aproximadamente 20 palavras, e aos dois anos esse valor está próximo das 50. Aos dois anos também já sabem juntar duas palavras e seguir instruções simples. Dos dois aos três anos o vocabulário expande-se significativamente e a criança é capaz de juntar várias palavras formando uma frase. A compreensão também se alarga, começam a identificar as cores e conceitos como "grande" e "pequeno" e outros opostos simples.
Como se pode diagnosticar um atraso na fala?
é importante ter em conta se o bebé responde ou não aos sons, se os vocaliza (mesmo que não forme palavras). Aos doze meses é esperado que a criança utilize gestos para comunicar, como por exemplo dizer adeus, bater palminhas, entre outros gestos básicos. Se aos dezoito meses o bebé preferir gesticular em vez de utilizar a voz, possivelmente tem dificuldade em repetir sons.
Numa criança a partir dos dois anos, pode haver um pequeno atraso se ela não produzir palavras ou frases espontaneamente, se usar a linguagem oral só para comunicar as suas necessidades mais imediatas, se não seguir instruções simples, tiver um tom de voz invulgar (anasalado ou arrastado). Nestas circunstâncias não é necessário entrar em pânico mas é melhor procurar um especialista para garantir que o diagnóstico não é grave.
Possíveis Causas:
Antes demais, diga-se que as causas são inúmeras e variadas, no entanto pode-se enumerar algumas delas
* é raro mas pissível que derive de deficiências na cavidade oral, na língua ou no palato;
* dificuldade em utilizar os órgãos da fala para produzir os sons;
* dificuldades auditivas, pois se a criança não ouvir bem, tem dificuldade em reproduzir esse mesmo som- isto pode derivar de problemas auditivos graves ou simplesmente de repetidas otites;
* problemas mentais - deficiencia mental, paralisia cerebral e o autismo;
* falta de estímulo, proveniente da pouc conversa por parte da criança;
* quando os adultos satisfazem os desejos da criança sem que ela sequer peça;
* o facto dos adultos falarem "à bebé" também não ajuda ao desenvolvimento - o adulto deve ser o modelo.
Em caso de dúvida, é sempre importante que os educadores falem com os pais e aconselha-se que estes marquem uma consulta com o pediatra.
Adaptado de
Revista Farmácia Saúde - Farmácias Portuguesas nº 154 julho 2009
terça-feira, 15 de novembro de 2011
O Outono...
![]() | O Sol mais cedo se deitou. A chuva miudinha caiu, Então o Outono chegou. A videira triste está a chorar, Ela sem uvas ficou. Cheira a vinho novo no lagar, Então o Outono chegou. As temperaturas desceram. O vento assobiou. As aulas já começaram, Então o Outono chegou. Os lagartos hibernaram. A árvore despida ficou. As folhas soltas dançaram, Então o Outono chegou. Sofia e Daniela - EB1 de Vila Chã É quase Outono Tempo da tristeza ser mais triste Mas não é o Outono que me entristece: Quando partires, É a tua partida que faz do tempo Tempo de Outono. |
Qual o papel do Educador de infância???
Na CRECHE...
o Educador numa fusão constante de cuidados e educação, pode promover experiências únicas na vida das crianças e das suas famílias.
Segundo o meu ponto de vista, o respeito e a focalização na qualidade das relações que se estabelecem com a criança são o fundamento de toda a filosofia que deve presidir a acção do educador numa creche. E toda esta atitude face às crianças reside nos dez princípios educativos enunciados por Gonzalez- Mena e Eyer (1989):
1- Envolver as crianças nas coisas que lhes dizem respeito;
2- Investir em tempos de qualidade, procurando-se estar completamente disponível para as crianças;
3- Aprender e não subestimar as formas de comunicação únicas de cada criança e ensinar-lhes as nossas;
4- Investir em tempo e energia para construir uma pessoa total;
5- Respeitar as crianças enquanto pessoas de valor e ajudá-las a reconhecer e a lidar com os seus sentidos;
6- Ser verdadeiro nos nossos sentimentos relativamente às crianças;
7- Modelar os comportamentos que se pretende ensinar (não impor);
8- Reconhecer os problemas como oportunidades de aprendizagem e deixar as crianças tentarem resolver as suas próprias dificuldades;
9- Construir segurança, ensinando a confiança;
10- Procurar promover a qualidade do desenvolvimento em cada fase etária, mas não apressar a criança para atingir determinados níveis desenvolvimentais;
No PRÉ-ESCOLAR...
Observar cada criança e o grupo de forma a conhecer as suas capacidades, interesses e dificuldades, recolher as informações sobre o contexto familiar e o meio em que as crianças vivem. Assim, será mais fácil adequar o processo educativo às suas necessidades. É importante dispor destes elementos, pois vão nos dar a conhecer o processo desenvolvidos e os seus efeitos na aprendizagem da criança.
Planear actividades de acordo com o que conhecemos do grupo e de cada criança, de modo a proporcionar-lhes um ambiente estimulante de desenvolvimento e promotor de aprendizagens significativas. Implicar as crianças no planeamento também é extremamente importante pois permitirá ao grupo beneficiar da sua diversidade, das capacidades e competências de cada criança e desenvolver novas competências.
Agir, de forma a adaptar as actividades aos interesses e necessidades das crianças.
Avaliar/Reflectir, ou seja, tomar consciência da nossa acção para adequar o processo educativo às necessidades das crianças e do grupo. A avaliação realizada pelas crianças é uma actividade educativa, constituindo também uma base de avaliação para o educador.
Comunicar todo o conhecimento adquirido sobre as crianças com outros adultos, também responsáveis na sua educação – Equipa Educativa e Pais. A troca de informação com os Pais permite um melhor conhecimento da criança.
“… O Educador é o companheiro mais experimentado, o guia, mas que também parte com a criança à descoberta.”
In Qualidade e Projecto na Educação de Infância, 1998
Publicada por Associação do Infantário de S.Tomé de Negrelos
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Cólicas nos bebés
Caros visitantes, encontrei AQUI um artigo muito interessante acerca das famosas e horrorosas cólicas nos bebés. Quem tem filhotes sabe bem quantos cabelos brancos e quantas olheiras ganhou nessa fase. Os bebés parecem sofrer tanto com essas malditas colicas, e ninguém parece saber concretamente como acabar com elas.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Bonito...
Mário Quintana
"Só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia-a-dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além de cinco minutos..."
S. Poniazem
"A criança é a consagração da vida."
Carlos Novais
"Imaginando oceano, as crianças brincam na poça de água."
Jean de La Bruyère
"As crianças não têm passado, nem futuro, e coisa que nunca nos acontece, gozam o presente."
Giacomo Leopardi
"As crianças acham tudo em nada, os homens não acham nada em tudo."
Arnaldo Antunes
"Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Mas nem todas as respostas cabem num adulto."
Cláudio Nucci
"No amor de uma criança tem tanta canção pra nascer, carinho e confiança, vontade e razão de viver."
Leonel Brizola
"Todas as crianças deveriam ter direito à escola, mas para aprender devem estar bem nutridas. Sem a preparação do ser humano, não há desenvolvimento. A violência é fruto da falta de educação."
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Refletir...
“Em Karkhla, no Paquistão, crianças com idades de 4 e 5 anos trabalham em fábricas de tijolos. O seu desgastante trabalho consiste em virarem milhares de tijolos, para que sequem mais rapidamente ao sol.”
“Em Cabul, no Afeganistão, as crianças disputam migalhas de carvão dos sacos transportados por camiões da Cruz Vermelha, de modo a garantir o seu próprio sustento.”
“Em Tegucigalpa, Honduras, abutres e crianças disputam as sobras que encontram no aterro sanitário da capital hondurenha.”
“Em Sliguri, na Índia, pequenas mãos de crianças, calejadas em troca de um salário irrisório, quebram pedras na periferia da cidade.”
Segundo a OIT, mais de 220 milhões de crianças trabalham, a maioria em funções perigosas. Segundo a UNICEF, milhões de crianças são vítimas de exploração sexual. Segundo a OMS, existem mais de 100 milhões de crianças a viver nas ruas do mundo subdesenvolvido. Segundo a UNICEF, 55% das mortes de crianças estão associadas à desnutrição, à fome que debilita lentamente.
É verdade. O nosso mundo trata muito mal as suas crianças.
Vamos entrar na época natalícia. Certamente o mês das crianças. O mês do nascimento e da Vida. Mas também o tempo da fartura ou do seu excesso.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do mundo.
O flagelo das mãos calejadas acontece muitas vezes com a complacência da família e da sociedade.
Há crianças no mundo abandonadas à sua sorte. Sem alguém capaz de ouvir o profundo apelo “mamã defende-me”.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do nosso pequeno mundo. Ou naquelas que, abandonadas a si próprias, não tiveram sequer a sorte de serem crianças.
“Em Cabul, no Afeganistão, as crianças disputam migalhas de carvão dos sacos transportados por camiões da Cruz Vermelha, de modo a garantir o seu próprio sustento.”
“Em Tegucigalpa, Honduras, abutres e crianças disputam as sobras que encontram no aterro sanitário da capital hondurenha.”
“Em Sliguri, na Índia, pequenas mãos de crianças, calejadas em troca de um salário irrisório, quebram pedras na periferia da cidade.”
Segundo a OIT, mais de 220 milhões de crianças trabalham, a maioria em funções perigosas. Segundo a UNICEF, milhões de crianças são vítimas de exploração sexual. Segundo a OMS, existem mais de 100 milhões de crianças a viver nas ruas do mundo subdesenvolvido. Segundo a UNICEF, 55% das mortes de crianças estão associadas à desnutrição, à fome que debilita lentamente.
É verdade. O nosso mundo trata muito mal as suas crianças.
Vamos entrar na época natalícia. Certamente o mês das crianças. O mês do nascimento e da Vida. Mas também o tempo da fartura ou do seu excesso.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do mundo.
O flagelo das mãos calejadas acontece muitas vezes com a complacência da família e da sociedade.
Há crianças no mundo abandonadas à sua sorte. Sem alguém capaz de ouvir o profundo apelo “mamã defende-me”.
É verdade. O tempo certo para pensarmos nas crianças do nosso pequeno mundo. Ou naquelas que, abandonadas a si próprias, não tiveram sequer a sorte de serem crianças.
in Paulo Gusmão paulogusmao.blogs.sapo.pt/ arquivo/2006_11.htm
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