quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Cem linguagens


 
 
 
 
Um texto já com bastante tempo e que provavelmente a maioria dos educadores conhece.
Um texto que nos faz reflectir sobre o que é realmente a nossa prática. Estaremos a dar voz à criança para exprimir as suas emoções, os seus desejos de aprender, a exprimir as suas ideias acerca da realidade que a rodeia? Ou estaremos a retirar à criança a oportunidade de explorar as suas brincadeiras, as suas aprendizagens através dos seus interesses e das suas necessidades? Façamos uma avaliação da nossa prática e vejamos se estamos a fazê-la da melhor forma.

A criança tem cem linguagens
Cem mãos cem pensamentos
Cem maneiras de pensar
De brincar e de falar
Cem sempre cem
Maneiras de ouvir
De surpreender de amar
Cem alegrias para cantar e perceber
Cem mundos para descobrir
Cem mundos para inventar
Cem mundos para sonhar.
A criança tem
Cem linguagens
(e mais cem, cem, cem)
Mas roubam-lhe noventa e nove
Separam-lhe a cabeça do corpo
Dizem-lhe:
Para pensar sem mãos, para ouvir sem falar
Para compreender sem alegria
Para amar e para se admirar só no Natal e na Páscoa.
Dizem-lhe:
Para descobrir o mundo que já existe.
E de cem roubam-lhe noventa e nove.
Dizem-lhe:
Que o jogo e o trabalho, a realidade e a fantasia
A ciência e a imaginação
O céu e a terra, a razão e o sonho
São coisas que não estão bem juntas
Ou seja, dizem-lhe que os cem não existem.
E a criança por sua vez repete: os cem existem!


Loris Malaguzzi (1996)

O perfil do Educador de infância


A lei portuguesa define claramente qual deverá ser o perfil geral de desempenho profissional do educador de infância.

Assim, descobre como é que termos e expressões como, por exemplo "jogo", "sons", "ritmos", "exploração", "motricidade" e "desenvolvimento afectivo" fazem parte do trabalho quotidiano deste profissional.

Concepção e desenvolvimento do currículo


O educador de infância, na Educação Infantil, concebe e desenvolve o respectivo currículo, através da planificação, organização e avaliação do ambiente educativo, bem como das actividades e projectos curriculares, com vista à construção de aprendizagens integradas.

O educador de infância, no que diz respeito a:

I - Organização do ambiente educativo

a) Organiza o espaço e os materiais, concebendo-os como recursos para o desenvolvimento curricular, de modo a proporcionar às crianças experiências educativas integradas;

b) Disponibiliza e utiliza materiais estimulantes e diversificados, incluindo os seleccionados a partir do contexto e das experiências de cada criança;

c) Procede a uma organização do tempo de forma flexível e diversificada, proporcionando a apreensão de referências temporais pelas crianças;

d) Mobiliza e gere os recursos educativos, nomeadamente os ligados às tecnologias da informação e da comunicação;

e) Cria e mantém as necessárias condições de segurança, de acompanhamento e de bem-estar das crianças.



O educador de infância, no que diz respeito a:

II - Observação, planificação e avaliação
a) Observa cada criança, bem como os pequenos grupos e o grande grupo, com vista a uma planificação de actividades e projectos adequados às necessidades da criança e do grupo e aos objectivos de desenvolvimento e da aprendizagem;

b) Tem em conta, na planificação do desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem, os conhecimentos e as competências de que as crianças são portadoras;

c) Planifica a intervenção educativa de forma integrada e flexível, tendo em conta os dados recolhidos na observação e na avaliação, bem como as propostas explícitas ou implícitas das crianças, as temáticas e as situações imprevistas emergentes no processo educativo;

d) Planifica actividades que sirvam objectivos abrangentes e transversais, proporcionando aprendizagens nos vários domínios curriculares;

e) Avalia, numa perspectiva formativa, a sua intervenção, o ambiente e os processos educativos adoptados, bem como o desenvolvimento e as aprendizagens de cada criança e do grupo.


O educador de infância, no que diz respeito a:

III - Relação e da acção educativa:
a) Relaciona-se com as crianças por forma a favorecer a necessária segurança afectiva e a promover a sua autonomia;

b) Promove o envolvimento da criança em actividades e em projectos da iniciativa desta, do grupo, do educador ou de iniciativa conjunta, desenvolvendo-os individualmente, em pequenos grupos e no grande grupo, no âmbito da escola e da comunidade;

c) Fomenta a cooperação entre as crianças, garantindo que todas se sintam valorizadas e integradas no grupo;

d) Envolve as famílias e a comunidade nos projectos a desenvolver;

e) Apoia e fomenta o desenvolvimento afectivo, emocional e social de cada criança e do grupo;

f) Estimula a curiosidade da criança pelo que a rodeia, promovendo a sua capacidade de identificação e resolução de problemas;

g) Fomenta nas crianças capacidades de realização de tarefas e disposições para aprender;

h) Promove o desenvolvimento pessoal, social e cívico numa perspectiva de educação para a cidadania.



Integração do currículo
Na Educação Infantil, o educador de infância mobiliza o conhecimento e as competências necessárias ao desenvolvimento de um currículo integrado, no âmbito da expressão e da comunicação e do conhecimento do mundo.

O educador de infância, no que diz respeito a:

I - Expressão e comunicação:

a) Organiza um ambiente de estimulação comunicativa, proporcionando a cada criança oportunidades específicas de interacção com os adultos e com as outras crianças;

b) Promove o desenvolvimento da linguagem oral de todas as crianças, atendendo, de modo particular, às que pertencem a grupos social e linguisticamente minoritários ou desfavorecidos;

c) Favorece o aparecimento de comportamentos emergentes de leitura e escrita, através de actividades de exploração de materiais escritos;

d) Promove, de forma integrada, diferentes tipos de expressão (plástica, musical, dramática e motora) inserindo-os nas várias experiências de aprendizagem curricular;

e) Desenvolve a expressão plástica utilizando linguagens múltiplas, bidimensionais e tridimensionais, enquanto meios de relação, de informação, de fruição estética e de compreensão do mundo;

f) Desenvolve actividades que permitam à criança produzir sons e ritmos com o corpo, a voz e instrumentos musicais ou outros e possibilita o desenvolvimento das capacidades de escuta, de análise e de apreciação musical;

g) Organiza actividades e projectos que, nos domínios do jogo simbólico e do jogo dramático, permitam a expressão e o desenvolvimento motor, de forma a desenvolver a capacidade narrativa e a comunicação verbal e não verbal;

h) Promove o recurso a diversas formas de expressão dramática, explorando as possibilidades técnicas de cada uma destas;

i) Organiza jogos, com regras progressivamente mais complexas, proporcionando o controlo motor na actividade lúdica, bem como a socialização pelo cumprimento das regras;

j) Promove o desenvolvimento da motricidade global das crianças, tendo em conta diferentes formas de locomoção e possibilidades do corpo, da orientação no espaço, bem como da motricidade fina e ampla, permitindo à criança aprender a manipular objectos.



O educador de infância, no que diz respeito ao:

II - Conhecimento do mundo:

a) Promove actividades exploratórias de observação e descrição de atributos dos materiais, das pessoas e dos acontecimentos;

b) Incentiva a observação, a exploração e a descrição de relações entre objectos, pessoas e acontecimentos, com recurso à representação corporal, oral e gráfica;

c) Cria oportunidades para a exploração das quantidades, com recurso à comparação e estimativa e à utilização de sistemas convencionais e de processos não convencionais de numeração e medida;

d) Estimula, nas crianças, a curiosidade e a capacidade de identificar características das vertentes natural e social da realidade envolvente;

e) Promove a capacidade de organização temporal, espacial e lógica de observações, factos e acontecimentos;

f) Desperta o interesse pelas tradições da comunidade, organizando actividades adequadas para o efeito;

g) Proporciona ocasiões de observação de fenómenos da natureza e de acontecimentos sociais que favoreçam o confronto de interpretações, a inserção da criança no seu contexto, o desenvolvimento de atitudes de rigor e de comportamentos de respeito pelo ambiente e pelas identidades culturais.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Metodologia Reggio Emilia

     
Esta metodologia educacional orienta, guia, cultivar o desenvolvimento intelectual, emocional, social e moral das crianças.  Esta metodologia é baseada na crença de que as crianças têm as habilidades em potencial, e curiosidade e interesse na construção de sua aprendizagem, encaixar-se em interações sociais e negociações com todos os que o ambiente oferece. A foco está em cada criança, não isoladamente, mas em conjunto com outras crianças, com a família, com os professores, com o ambiente da escola, da comunidade e do resto da sociedade. Aqui acredita-se que o bem estar da criança deve ser garantida para que você possa aprender. Eles também devem conhecer os direitos da criança não apenas suas necessidades, envolvimento dos pais é essencial e pode ser feito de várias maneiras. o que é que esta metodologia Reggio Emilia? Esta metodologia visa criar  atmosferas ricas e mudanças de processos e desenvolvimentos em origem a uma das muitas possibilidades e situações de aprendizagem que todas as crianças têm a experiência para o adulto começa a distinguir os diferentes papéis desempenhados no grupo ea relação entre eles. Ele valoriza a importância do envolvimento dos pais com uma prática explícita, comunicativo disposto a documentar o que a escola faz para crianças e seu desenvolvimento é o estágio de participação que proporciona às crianças com interesse e curiosidade sobre o que acontece ao seu redor. Qual é o objetivo desta metodologia de Reggio Emilia? O objetivo desta metodologia é criar uma escola friendly, ou seja, ativa, inventiva, habitáveis ​​e transmissíveis, um lugar de pesquisa, de aprendizagem, reconhecimento e reflexão em que os professores estão bem, as crianças e famílias, para fortalecer as relações entre todas as disciplinas. O papel do professor dentro deste Metodologia: O papel do professor nesta metodologia é a educação continuada, o professor tem que sentir a necessidade de enriquecer a cada dia mais (qualificação profissional), dando origem a reflexo de seus pensamentos, causando alterações nas acções. O que é o projeto desta metodologia: Estas escolas não têm currículo ou programa, mas procuram se transformar em algo mais, que vivem com crianças, trabalhando com a certeza, incerteza e nuevo.La é a ignorância que os leva a investigar com base nas ideias, sugestões, dúvidas e problemas decorrentes das crianças. Para tornar tudo isso possível é criar uma atmosfera de confiança entre o adulto ea criança . Os projetos são baseados em experiências, as zonas contíguas, um estúdio de arte ou atelier, que contém uma variedade de materiais, ferramentas e recursos utilizados por todas as crianças e professores para explorar, criar e expressar pensamentos, uma sala de música, outro para apresentar uma área depsicomotricidad e áreas verdes. A infra-estrutura Salas de aula Reggio Emilia: . Na sala de aula encontramos muitos objetos pequenos e grandes, inventada por educadores e pais que não estão no mercado As paredes são usado para fazer exposições permanentes ou curto de crianças e adultos. As paredes são brancas para dar paz e sossego, sem muitos estudantes decorações para que eles não estão distraídos. Educadores trabalhar em equipe e fazer projetos com seus parceiros e famílias, a equipe mantém uma reunião semanal para discutir e aprofundar o projeto. Quem acha que essa abordagem? Esta metodologia de ensino foi criado pelo pedagogo famoso "Loris Malaguzi" que diz que os alunos aprendem através da observação e, em seguida, desenvolver os seus projectos de construção própria.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Educação...

Educação engloba os processos de ensinar e aprender. É um fenômeno observado em qualquer sociedade e nos grupos constitutivos destas, responsável pela sua manutenção e perpetuação a partir da transposição, às gerações que se seguem, dos modos culturais de ser, estar e agir necessários à convivência e ao ajustamento de um membro no seu grupo ou sociedade. Enquanto processo de sociabilização, a educação é exercida nos diversos espaços de convívio social, seja para a adequação do indivíduo à sociedade, do indivíduo ao grupo ou dos grupos à sociedade. Nesse sentido, educação coincide com os conceitos de socialização e endoculturação, mas não se resume a estes.
A prática educativa formal — que ocorre nos espaços escolarizados,quer sejam da Educação Infantil à Pós Graduação — dá-se de forma intencional e com objetivos determinados, como no caso das escolas. No caso específico da educação formal exercida na escola, pode ser definida como Educação Escolar. No caso específico da educação exercida para a utilização dos recursos técnicos e tecnológicos e dos instrumentos e ferramentas de uma determinada comunidade, dá-se o nome de Educação Tecnológica. A educação sofre mudanças, das mais simples às mais radicais, de acordo com o grupo ao qual ela se aplica, e se ajusta a forma considerada padrão na sociedade. Mas, acontece também no dia-a-dia, na informalidade, no cotidiano do cidadão. Nesse caso sendo ela informal

Representação dos pré-escolares acerca da sexualidade humana

FREITAS, Lúcia – Do que eles se lembram! Representações dos pré-escolares acerca da sexualidade humana. Educação Sexual em Rede, nº 2 (Outubro de 2005/Janeiro de 2006), pp. 5-13

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Trata-se dum estudo que se centra nas representações da sexualidade humana das crianças de 5/6 anos. Compreender a sexualidade como força vital,realidade e energia existente em nós que se processa desde o nascimento até à morte, é importante para que o seu conhecimento seja deixado ao acaso.
Assumimos que as crianças precisam de formação e reflexão em torno da sua consciência
sexual e das suas formas de manifestação e expressão o mais cedo possível.
Assim sendo abordou:
- Representações acerca da reprodução humana;
- Representações do corpo humano sexuado;
- Expressões de afecto;
- Reconhecimento dos papéis sexuais/género.

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Retirado : Revista Educação Sexual em Rede n Nº 2 n Outubro 2005 / Janeiro 2006
Podem ler o texto na integra
AQUI.

A criança e a expressão plástica

A manipulação e experiência com os materiais, com as formas e com as
cores permite que, a partir de descobertas sensoriais, as crianças desenvolvam
formas pessoais de expressar o seu mundo interior e de representar a realidade.

A exploração livre dos meios de expressão gráfica e plástica não só contribui
para despertar a imaginação e a criatividade dos alunos, como lhes possibilita o
desenvolvimento da destreza manual e a descoberta e organização progressiva
de volumes e superfícies.

A possibilidade de a criança se exprimir de forma pessoal e o prazer que
manifesta nas múltiplas experiências que vai realizando, são mais importantes
do que as apreciações feitas segundo moldes estereotipados ou de
representação realista.

domingo, 16 de outubro de 2011

Educação especial

A Educação Especial é o ramo da Educação, que ocupa-se do atendimento e da educação de pessoas com deficiência em instituições especializadas, tais como escola para surdos, escola para cegos ou escolas para atender pessoas com deficência mental. Dependendo do país, a educação especial realiza-se fora do sistema regular de ensino. Nesta abordagem, as demais necessidades educativas especiais que não se classificam como deficiência não estão incluídas. Não é o caso do Brasil, que tem uma Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (2008) e que inclui outros tipos de alunos, além dos que apresentam deficiências.
A Educação Especial é uma educação organizada para atender especifica e exclusivamente alunos com determinadas necessidades especiais. Algumas escolas dedicam-se apenas a um tipo de necessidade, enquanto que outras se dedicam a vários. O ensino especial tem sido alvo de criticas, por não promover o convívio entre as crianças especiais e as demais crianças. Por outro lado, a escola direcionada para a educação especial conta com materiais, equipamentos e professores especializados. O sistema regular de ensino precisa ser adaptado e pedagogicamente transformado para atender de forma inclusiva.
A Educação Especial denomina tanto uma área de conhecimento quanto um campo de atuação profissional. De um modo geral, a Educação Especial lida com aqueles fenômenos de ensino e aprendizagem que não têm sido ocupação do sistema de educação regular, porém tem entrada na pauta nas últimas duas décadas, devido ao movimento de educação inclusiva. Historicamente a educação especial vem lidando com a educação e aperfeiçoamento de indivíduos que não se beneficiaram dos métodos e procedimentos usados pela educação regular. Dentro de tal conceituação, no Brasil, inclui-se em Educação Especial desde o ensino de pessoas com deficiências, transtornos globais do desnevolvimento e altas habilidades/superdotação, passando pelo ensino de jovens e adultos, alunos do campo, quilombolas e indígenas, até mesmo o ensino de competências profissionais.
Dentre os profissionais que trabalham ou atuam em Educação Especial estão:Educador Físico, Professor, Psicólogo, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo e Terapeuta Ocupacional, entre outros.
Sendo assim, é necessário antes de tudo, tornar real os requisitos para que a escola seja verdadeiramente inclusiva e não excludente.